quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Decomposição do lixo

Sabe aquele chiclete, que depois de horas mastigando, você tira-o da boca e o arremessa longe? E aquele pneu velho que seu pai tirou do carro, e por não saber o que fazer com ele, foi ao terreno baldio mais próximo de sua casa, e o deixou por lá.
Aposto que muitos do que estão lendo isso, já fez algo parecido, ou viu alguém agindo dessa forma. É por isso que vou deixar aqui, de presente para vocês, uma tabela mostrando o tempo de decomposição de alguns materiais que são, quase sempre, jogados em rios, lagos, mar e até mesmo nas florestas.
Bom, pode começar a se arrepender por aquele chiclete que você jogou no meio do mato, enquanto fazia trilha com seus amigos!

Tempo de decomposição do lixo

 
   
FONTE:
Campanha
Ziraldo
Comlurb website
SMA
São Sebastião
DMLU
POA
UNICEF
website
Material
         
Casca de banana ou laranja   2 anos 2 a 12 meses    
Papel 3 a 6 meses   De 3 meses a vários anos 2 a 4 semanas 3 meses
Papel plastificado   1 a 5 anos      
pano 6 meses a 1 ano        
Ponta de cigarro 5 anos 10 a 20 anos De 3 meses a vários anos   1 a 2 anos
Meias de lã   10 a 20 anos      
Chiclete 5 anos 5 anos 5 anos   5 anos
Madeira pintada 13 anos       14 anos
Fralda descartável         600 anos
Nylon Mais de 3 anos       30 anos
Sacos plásticos   30 a 40 anos      
Plástico Mais de 100 anos   Mais de 100 anos 450 anos 450 anos
Metal Mais de 100 anos Até 50 anos 10 anos 100 anos  
Couro   Até 50 anos      
Borracha Tempo indeterminado        
Alumínio   80 a 100 anos Mais de 1000 anos 200 a 500 anos 200 a 500 anos
Vidro 1 milhão de anos Indefinido Mais de 10 mil anos Indeterminado 4 mil anos
Garrafas plásticas   Indefinido      
Longa vida     100 anos    
Palito de fósforo     6 meses    
 

Tabela de lixo

TABELAS DE RECICLAGEM
 
PLÁSTICO
Reciclável :
• Copos
• Garrafas
• Sacos/Sacolas
• Frascos de produtos
• Tampas
• Potes
• Canos e Tubos de PVC
• Embalagens Pet
(Refrigerantes, Suco,
Óleo, Vinagre, etc. )
Não Reciclável:
• Cabos de Panelas
• Adesivos
• Espuma
• Acrílico
• Embalagens Metalizadas
(Biscoitos e Salgadinhos)
METAL
Reciclável:
• Tampinhas de Garrafas
• Latas
• Enlatados
• Panelas sem cabo
• Ferragens
• Arames
• Chapas
• Canos
• Pregos
• Cobre
Não Reciclável:
• Clipes
• Grampos
• Esponja de Aço
• Aerossóis
• Latas de Tinta
• Latas de Verniz,
Solventes Químicos,
Inseticídas
PAPEL
Reciclável:
• Jornais e Revistas
• Listas Telefônicas
• Papel Sulfite/Rascunho
• Papel de Fax
• Folhas de Caderno
• Formulários de Computador
• Caixas em Geral (ondulado)
• Aparas de Papel
• Fotocópias
• Envelopes
• Rascunhos
• Cartazes Velhos
Não Reciclável:
• Etiquetas Adesivas
• Papel Carbono
• Papel Celofane
• Fita Crepe
• Papéis Sanitários
• Papéis Metalizados
• Papéis Parafinados
• Papéis Plastificados
• Guardanapos
• Bitucas de Cigarros
• Fotografias
VIDRO
Reciclável:
• Garrafas
• Potes de Conservas
• Embalagens
• Frascos de Remédios
• Copos
• Cacos dos Produtos Citados
• Pára-brisas
Não Reciclável:
• Espelhos
• Boxes Temperados
• Louças
• Cerâmicas
• Óculos
• Pirex
• Porcelanas
• Vidros Especiais (tampa de forno e microondas)
• Tubo de TV

Iluminação com garrafa pet

Na Escola VILA, no laboratório de Tecnologias Alternativas, a garotada do Fundamental II produziu através de pesquisas, uma maneira interessante de aproveitar a luz do sol dentro de casa. Iluminando boa parte do espaço sem gastar a luz elétrica foi a solução para demonstrar que existem diversas maneiras criativas para a obtenção de fontes de energia, uma delas é o sol. Telha, garrafa pet, água e durepox, estão como material principal da iluminação que por muito simples, é muito eficaz.

Alfredo Moser, desenvolveu uma forma de iluminação ecológica a partir de garrafas pet e água. Basta encher a garrafa pet com água e isolar o bico com duas tampas de água sanitária e potinho de filme fotográfico para proteger a tampa do sol e instalar no teto do local.
        Segundo a reportagem a iluminação instalada pelo Sr. Alfredo equivale a uma lâmpada entre 40 e 60w, sem gastar um centavo com energia elétrica. A solução se espalhou e hoje até o Parque Ecológico Chico Mendes adotou a alternativa.

“Não adianta você só separar o lixo, é preciso dar um jeito nele”



“Não adianta você só separar o lixo, é preciso dar um jeito nele”. Rosely Castanho Pignataro é daquelas pessoas que não se limitam em falar, mas praticam o que dizem. É com muita habilidade que ela separa as garrafas PET e reutiliza cada pequena parte do item plástico para fazer suas decorações.
Para Rosely não existe nada perdido, diversas coisas que aparentemente perderam a utilidade são transformadas e revitalizadas em suas mãos. Ela começou a exercer a atividade de decoradora por acaso, era somente para conseguir enfeitar o prédio onde mora, sem gastar muito dinheiro. A solução para o problema financeiro foi reaproveitar as garrafas PET que iriam para o lixo.
A decoração despretenciosa foi eleita como a mais bela da capital paulista, por um concurso da Globo, chamado Brilha São Paulo, que foi extinto na época em que a cidade sofreu com o apagão. Rosely nem sabia que a sua decoração estava na lista do concurso, já que sua filha havia feito a inscrição em segredo. E a atividade que surgiu somente como “quebra-galho” virou coisa séria, remunerada, importante para Rosely e mais importante ainda para o meio ambiente.
Rosely era tradutora e professora de inglês, mas a profissão, que ela praticou por grande parte de sua vida, nunca lhe trouxe tanta alegria como o trabalho com decorações feitas com garrafas PET. “Eu coloco a minha vida nisso”, assim ela explica a importância da reciclagem e do trabalho artesanal.
O trabalho de Rosely não consiste apenas em pensar e elaborar o tipo de decoração, mas principalmente em estabelecer uma maneira de fazer tudo utilizando garrafas PET. A artesã conta com apenas três funcionários “parciais” - o faxineiro, o porteiro e o zelador do seu condomínio - e o espaço do salão de festas, para fazer decorações para as mais diversas datas comemorativas. Já foram dias das mães, páscoa, festas juninas, copa, mas a época preferida e mais trabalhosa é, sem dúvida, o natal.
As garrafas, principais matérias-primas usadas por Rosely, foram inventadas em 1970 nos Estados Unidos e só passaram a ser recicladas em 1990. Elas chegaram ao Brasil em 1988 e hoje, 68% de todo o refrigerante que é produzido aqui vem embalado em garrafas PET. De toda essa produção, pouco mais da metade é reciclado. Em 2008, o índice de reciclagem foi de 54,8%, ou seja, praticamente 209 mil toneladas de PET foram descartadas inadequadamente. Por causa do pouco desenvolvimento da indústria de reciclagem no Brasil, o país deixa de lucrar anualmente R$ 8 bilhões.

Em sua primeira “obra de arte” de garrafas PET, Rosely usou duas mil garrafas, hoje, após dez anos de trabalho, são utilizadas anualmente dez mil garrafas. Todo o material é obtido através de doações da comunidade. A ex-tradutora diz que a população é muito solícita em doar garrafas, inclusive chega um período em que ela já tem material suficiente e é obrigada a rejeitar parte das doações.
Receber prêmios por sua decoração é algo comum e para Rosely essa não é a melhor recompensa. O que a deixa mais feliz é poder ver as pessoas alegres com os enfeites e a possibilidade de aliar tudo isso à reciclagem. Somente com a decoração de natal, ela impede que meia tonelada de garrafas plásticas seja descartada indevidamente. Os resíduos que permaneceriam em lixões, rios, oceanos ou nas ruas, por mais de 300 anos, deixam de ser lixo e viram arte.
Até o ano retrasado Rosely ministrava cursos para passar adiante a técnica da decoração com materiais recicláveis. Porém, por causa da grande quantidade de trabalho, ela não tem conseguido conciliar as duas coisas. A artesã garante que essa atividade é rentável e poderia ser olhada com melhores olhos pelo governo, que ao investir em capacitação profissional na área, resolveria dois problemas de uma só vez. Seria possível dar uma profissão a quem está desempregado e diminuir a quantidade de poluição espalhada pela cidade.
O natal deste ano será agitado para Rosely, que tem que dar conta da decoração de uma escola e mais três condomínios. Por causa dos lindos enfeites, que contagiam famílias e se tornou ponto turístico da região, o prédio onde a artesã mora foi apelidado por uma de suas amigas de “Disneylândia da Mooca”. Mais do que diversão, as decorações trazem a essência de conscientização e uma proposta muito boa e simples para solucionar o destino dos resíduos sólidos que nós produzimos diariamente.

Esse não deve ser o futuro que você espera para os seus filhos!

Reciclar, reutilizar e reduzir, a gente apoia os 3 R’s e até já mostramos aqui alguns exemplos de ações conscientes vista na última Casa Cor MT. No post de hoje vamos mostrar 11 objetos feitos com garrafas pet desenvolvidos pelo escritório Ryter Design, estes são bons exemplos de como reciclar um dos maiores vilões da atualidade o PET.

Pastor constrói igreja com 10 mil garrafas PET em SC

Jeremias Ferreira diz que não pediu dízimo ou ajuda financeira.
Em quatro meses, com ajuda de fiéis, obra quase foi concluída.


O pastor Jeremias Ferreira, 51 anos, construiu com cerca de 10 mil garrafas PET o templo para sua igreja Amigos de Jesus, em Tubarão (SC).

A construção representa, segundo ele, o principal valor da comunidade: não pedir dízimo ou ajuda financeira aos fiéis. “Vi uma igreja com esse propósito em Itajaí (SC), que não pedia contribuição. Inicialmente, fazíamos as celebrações na garagem da minha casa, mas sentimos a necessidade de um espaço maior”, disse Ferreira ao G1.

O terreno foi comprado pelo próprio pastor, com o dinheiro que ganha como eletricista e manobrista. “O dono do terreno me deixou pagar R$ 100 por mês e fui pagando assim, aos poucos.”
            
Já a ideia de construir a igreja com garrafas PET surgiu durante um culto. “Estava no meio de uma reunião e tive essa ideia. Acredito que foi um plano de Deus, porque não tínhamos os recursos dos fiéis.”
           
O material foi recolhido por crianças da comunidade que ganhavam uma bala a cada garrafa. Em quatro meses, e com a ajuda dos cerca de 30 fiéis da igreja, a obra quase foi finalizada. “Falta completar o telhado com garrafas. Temos também alguns pneus sendo colocados, assim como outros materiais recicláveis”, afirma.

Orgulhoso da iniciativa, Ferreira pretende agora ampliar a comunidade. “Fiquei muito satisfeito. Durante o dia é bem claro, e à noite fica muito bonito. Agora esperamos ver a igreja crescer.”